A engenharia de fundações é a responsável por determinar o tipo de fundação a ser utilizada numa obra, além de representar o elo com a engenharia de estruturas. Nesse aspecto, considera-se que as características do solo, assim como a intensidade das ações provenientes da superestrutura, são fatores determinantes para a escolha do tipo de fundação.
A complexidade envolvida nessa decisão conduz a soluções que, em sua maioria, utilizam metodologias determinísticas baseadas apenas em fatores de segurança globais e parciais e que, por suas vezes, não consideram a variabilidade existente nas ações (solicitações) e nas camadas do solo (resistência). Uma metodologia diferente e que considera essa variabilidade é a que realiza o cálculo do índice de confiabilidade, β, e da probabilidade de ruína, cujos valores dependem das formas e disposições das curvas de solicitação e resistência.
Por meio do estudo de caso de uma edificação de seis pavimentos utilizando fundações em estacas, apresentam-se os procedimentos de cálculo dessa metodologia, na qual foi utilizado o método semi-empírico proposto por Aoki e Velloso (1975) para previsão da capacidade de carga das estacas.