Vários pesquisadores brasileiros propuseram métodos visando relacionar a determinação da capacidade de carga de estacas com índice de resistência à penetração do ensaio SPT (NSPT). Dentre eles, vale ressaltar os métodos clássicos de Aoki-Velloso (1975), Décourt-Quaresma (1978), Alonso (1996) e Antunes e Cabral (1996). O presente artigo visa comparar o cálculo de capacidade de carga em estacas do tipo Hélice Continua executadas na cidade de Macapá (Amapá) através de diferentes metodologias de uso corrente na engenharia nacional e comparar com os dados de 15 provas de carga estática realizadas em estacas hélice contínua.
Nenhuma prova de carga alcançou a ruptura, tendo sido feita a extrapolação pelo método Van Der Veen (1953) onde identificou-se condições para extrapolação. Observou-se que os métodos de Aoki-Velloso (1975), Décourt-Quaresma (1978) e Antunes e Cabral (1996) além de produzirem resultados próximos entre sí, principalmente nas estacas de 0,3 m de diâmetro, foram conservadores comparados com as provas de carga.
O método Alonso (1996) foi o que mais se aproximou da carga máxima de ensaio ou da extrapolação das provas de carga em todos os casos, tendo em alguns ensaio produzido resultados acima dos ensaios, entretanto,respeitando o fator de segurança para estacas ensaiadas com provas de carga. Ficou comprovado que o ensaio de prova de carga estática, se feito durante o desenvolvimento do projeto geotécnico, resultaria em economia para a obra.